História e Canavial |

Archive for janeiro 2011

jan/11

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PREPARANDO O CARNAVAL

PROGRAMA CANAVIAL

EDITORIAL

PREPARANDO O CARNAVAL

Severino Vicente da Silva

 

Meus amigos

 

Estamos chegando ao final de janeiro e nos aproximando do período de preparação para a maior festa popular, a festa que põe o mundo de cabeça para baixo, a festa que faz a gente viver os mais estranhos sonhos, os sonhos em que os homens e mulheres mais pobres saem para a rua com o orgulho de serem chefes de tribos, nações, príncipes, princesas. O Carnaval é a festa que os deixa imaginar e viver o mundo em que a gente se sente importante.

O Carnaval é uma criação de todos, dos pobres, principalmente, e dos ricos. O Carnaval é uma festa em que todos podem participar, porque ela acontece na rua e não precisa de muita coisa. Faz uns cento e cinqüenta anos que os bailes de carnaval aconteciam apenas nos clubes e os pobres que ali entravam era apenas para trabalhar. Mas aí, quando foi acabando a escravidão no Brasil, os homens e as mulheres livres, muitos deles ex-escravos, começaram a sair para brincar nas ruas como a imaginação permitia. Uma coisa que ajudou muito a invenção do Carnaval no Brasil foi o fato que as pessoas que tocavam nas bandas que acompanhavam as procissões eram pobres, antigos escravos ou filhos de escravos. Os músicos que tocavam acompanhando as procissões, também tocavam nas bandas militares e começaram a acompanhar as pessoas que formaram alguns blocos para sair nas ruas durante os dias de carnaval. E o interessante é que muitos dos primeiros blocos eram organizados de acordo com a profissão ou o ofício das pessoas. O Clube Vassourinhas, tanto no Recife quanto em Olinda era o clube das pessoas que varriam as ruas; havia o Clube dos Lenhadores, cujo nome indica a profissão, e assim muitos outros. Na nossa região da Mata Norte, começou a aparecer grupos de índios, como a Tribo Cahetés, ainda em 1904. Por esse período, muitos homens dos sítios, sujavam a cara com carvão saiam vestidos de com as roupas de suas mulheres e viravam Catirinas e saiam de Jereré e ficaram conhecidos como Cambindas, talvez porque bebiam cachaça e tiravam o gosto da branquinha com essa piaba que a gente compra seca nas feiras de nossas cidades. Outros se vestiam de índios e viravam caboclos com suas lanças, fazia medo a muita gente. Assim foi nascendo o nosso carnaval, o Maracatu de Baque Solto.

O nosso carnaval deve ser preparado pelos nossos prefeitos e secretários cuidando para que todas as nossas tradições sejam respeitadas, tanto as mais novas, muitas que chegam só para ficar algumas horas, quanto as que são criadas pela imaginação da gente.

Meus amigos, o Programa Canavial deseja que as Sambadas dos nossos maracatus aconteçam com  muita alegria na preparação do nosso carnaval.

 

Para os dias 28 e 29 de janeiro de 2011

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PROGRAMA CANAVIAL

EDITORIAL 100

15 DE JANEIRO DE 1685 – VILA DE GOIANA, CABEÇA DA CAPITANIA DE ITAMARACÁ

Severino Vicente da Silva

 

 

Meus amigos,

A Nação Cultural Pernambuco tem muitas vertentes, e todas elas estão repletas de criatividade, de bravura, solidariedade, ternura, músicas, ritmos, crenças, lugares sagrados, tudo sendo resultado de ações de homens e mulheres enquanto criavam seus filhos e filhas. As regiões geográficas de Pernambuco se confundem com as regiões culturais e, cada uma dessas regiões parece ter uma ou duas cidades símbolos. Assim, quando dizemos a palavra Sertão, é quase certo que nos vem à cabeça nomes como Petrolina, Exu, Serra Talhada.  Se dissermos Agreste Pesqueira, Garanhuns, Caruaru, Limoeiro e Surubim logo são lembradas. Litoral é região que lembra Olinda, Recife, Ponta de Pedras, Porto de Galinhas. E quando a palavra é Zona da Mata, no sul é Palmares e no Norte é Nazaré, Timbaúba, Vicência e Goiana.

Cada uma dessas cidades tem um mundão de histórias, e os homens e as mulheres criaram o tempo e o dividiram em semanas, meses, anos e séculos. Os seres humanos contam suas vidas contando os dias que vivem e lembrando alguns desses dias como momento a ser lembrado, que marca o início de um novo tempo.  Tem quem chame esses dias especiais como sendo datas históricas.

Meus amigos, o editorial de hoje quer se interessar por uma data histórica e importante para toda a Zona da Mata Norte, pois essa data, 15 de janeiro, nos lembra que no ano de 1685, Goiana passa a ser considerada uma vila, passando a ser a capital ou cabeça da Capitania de Itamaracá. E a Zona da Mata Norte era parte da Capitania de Itamaracá. Ao considerar Goiana como Vila – cidade – o governo do Império Português reconhecia a importância daquele povoado que vinha crescendo desde 1540. Pode-se dizer que o 15 de janeiro deve ser considerado um aniversário de Goiana como Cidade. O Programa Canavial Parabeniza Goiana por essa data, por ser uma das mais antigas cidades do Brasil. Goiana, Cabeça da Capitania de Itamaracá, cidade que deu origem a muitas cidades da Zona da Mata de Pernambuco. Parabéns à Goiana dos Caboclinhos.

Para os programas dos dias 14 e 15 de janeiro 2011.

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PROGRAMA CANAVIAL

EDITORIAL 99

Para os dias 7 e 8 de janeiro de 2011.

PREPARANDO AS ESCOLAS DE NOSSOS FILHOS

Severino Vicente da Silva

 

 

Meus amigos

Estamos a começar um novo ano, um novo período de nossa vida, e devemos vivê-la em todas as suas possibilidades. E um bom começo é verificar o que está acontecendo em nossas cidades. Vamos ficar atentos para saber se as escolas estão sendo limpas e preparadas para receber nossos filhos. Isso quer dizer que este é o momento em que os secretários de educação devem se reunir com os diretores das escolas e verificar se há cadeiras e mesas em quantidade suficiente e em boas condições de uso; observar se as instalações sanitárias estão funcionando corretamente e se a biblioteca da escola está sendo renovada. É também importante verificar se a área de recreio está limpa e bem aparelhada. A gente precisa aprender que uma escola é muito mais complexa do que ter apenas sala, quadro e professor. Vamos exigir que as nossas escolas públicas sejam tão boas, ou melhores que as melhores escolas particulares. E os vereadores, deputados, prefeitos e governador, juntamente com os seus secretários foram eleitos para gerenciar os impostos arrecadados de maneira a que todos os cidadãos tenham acesso ao que há de melhor, pois é para isso que nós produzimos a riqueza neste país.

 

E o melhor no início do ano são as festas em louvor e lembrança dos Reis Magos, sábios que, diz a tradição, saíram de suas terras e foram procurar o lugar onde nasceu Jesus, o maior de todos os reis. E é no louvor a esses sábios que são feitas as últimas apresentações do Pastoril com a Queima da Lapinha. Essa parte da festa que parecia ter sumido, nos últimos tempos tem renascido, ocorrendo em muitas cidades. No Recife ocorreram quatro queimas. E na Festa de Reis de Carpina, a maior da região, está sendo muito animada e com muitas apresentações de Babaus ou Mamulengos, além de Cavalo Marinho. Aliás, vocês sabiam que o Mestre Salustiano criou um Encontro de Cavalo Marinho lá na sua casa, A Casa da Rabeca em Olinda? Pois bem, os filhos dele continuam a fazer esse encontro que se realiza neste final de semana.

O Programa Canavial deseja todos muita alegria nesta Festa dos Santos Reis.

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