História e Canavial |

Archive for junho 2011

 
Festival Canavial 2010 – Etapa–Aliança movimenta o município da Mata Norte, no período pré-São João.

 

 

Aliança, distante 86 km da capital pernambucana, viverá o período que antecede o São João diferenciado, com opções interessantes para turistas, moradores da região e para quem quer se dividir entre o habitual arrasta pé junino, onde quem reina em absoluto é a sanfona, com outras alternativas culturais e de lazer.

 

Enquanto muitas cidades já convivem com forró e ensaios de quadrilhas, o município, apontado como um dos mais importantes berços da cultura popular do nosso Estado e que tem como marca pessoal antigos engenhos espalhados por toda área rural, os quais acolhem alguns grupos culturais, como sede; expressões culturais com perfil único como o maracatu de baque solto,   receberá, desta  próxima segunda (dia 13) a sábado que vem (dia 18), atividades culturais variadas e  exclusivamente da Zona da Mata Norte do Estado.

 

No período, serão movimentados em Aliança, shows, apresentações de coco, maracatu, caboclinhos e até de zabumba, além da realização de oficinas de estudo, etc.  Trata-se da segunda etapa do já consolidado Festival Canavial, realizado anualmente  e que, ano passado, aconteceu entre 19 de novembro e 4 de dezembro. Agora, chega aquela região com a Etapa – Aliança. Os interessados em cultura popular podem ainda, durante o festival, participarem de oficinas de maracatu, com os reconhecidos Mestres Zé Duda e Luiz Caboclo do Maracatu Estrela de Ouro de Aliança, e de caboclinhos, com o Mestre Neilton do Cabolinho Índios Tabajarás de Goiana. Estudantes, produtores culturais e pesquisadores de atividades culturais geralmente se integram a essas oficinas.

 

As inscrições são gratuitas. Para se inscrever basta entrar em contato através do e-mail wanessakgsantos@yahoo.com.br. Na quinta-feira, dia 17, serão movimentadas os seminários Políticas Culturais e Pontos de Cultura.

Segundo Afonso Oliveira, produtor cultural à frente do Festival Canavial, a iniciativa reúne grupos culturais que atuam na Zona da Mata Norte anualmente e, a cada edição, contemplam cidades diferentes. As últimas foram Tracunhaém, Condado, Vicência e Nazaré da Mata. “É importante para estes municípios a preservação de suas raízes, da cultura popular”, diz ele, lembrando que a produção cultura está em constante movimento e que o festival congrega, entre os produtores, mestres e estudantes. “Estes  aprendem ainda como desenvolver novas idéias”, conclui Oliveira.

 

Além das oficinas de caboclinho e maracatu, o programa de encerramento conta, neste sábado (18), a partir das 20h, com apresentações culturais que reunirão, de uma só vez mostras de Coco Raízes de Arcoverde; Coco Popular de Aliança; Caboclinho Tapuia Canindé de Goiana; Maracatu Coração Nazareno; Maracatu Águia Dourada de Buenos Aires; Maracatu Estrela de Ouro de Aliança e Ítalo Pay e a Zabumba.

 

Toda a programação acontecerá no Ponto de Cultura Estrela de Ouro, localizado no Sítio Chã de Camará, na rodovia PE-62 (próximo a entrada de Upatininga). O Festival tem o patrocínio do Ministério da Cultura e apoio da Prefeitura Municipal de Aliança.

 

ALIANÇA – A cidade de Aliança tem raízes fortes com a cultura popular. No município fica a sede da Associação de Maracatus de Baque Solto, localizado no centro da cidade e o Ponto de Cultura Estrela de Ouro, no sítio Chã de Camará, distante 13Km do centro. No Ponto de Cultura Estrela de Ouro encontra-se a sede dos grupos Maracatu Estrela de Ouro, Cavalo Marinho Mestre Batista, Coco Popular de Aliança e a Ciranda Rosa de Ouro. Os grupos têm as lideranças dos Mestres Zé Duda, Luiz Caboclo e Mariano Telles. A Biblioteca Mestre Batista e o Projeto Leitura no Ponto são atividades importantes no Ponto de Cultura Estrela de Ouro, além das Festas de Terreiro e do Festival Canavial. O Maracatu Estrela de Ouro em 2009 recebeu o prêmio Ordem do Mérito Cultural, concedido pelo Ministério da Cultura e a Presidência da República.

 

SERVIÇO:

FESTIVAL CANAVIAL EM ALIANÇA

CONTATOS:

Afonso Oliveira – coordenador do Festival Canavial: 9657.3092

DIVULGAÇÃO:

SL Comunicação & Marketing – 3423.0814

Heliane Rosenthal – 9974.4611Sonia Lopes – 9976.0342

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jun/11

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De somas e subtrações

A semana recentemente passada foi extremamente educativa para mim, e permitiu um realce de esperança. Neste espaço comentei a saga de poderosos da política nacional na tarefa de diminuir os pequenos espaços que o povo brasileiro vem conquistando nesse quase século e meio de República. Lamentei que figuras como o atual presidente do senado federal tentou apagar da memória o que ele chamou de “incidente que não deveria ter ocorrido”, o defenestramento do então presidente Collor de Mello, que havia se tornado o primeiro presidente eleito diretamente pelo povo após a ditadura civil-militar iniciada em 1964. Pouco tempo após eleger Collor de Mello, os brasileiros viram-se obrigados a admitir que foram iludidos pelo discurso organizado por marqueteiros que souberam manipular sentimentos de repulsa e anseios de mudanças da população. Em nome da luta contra a corrpução elegeram um corrupto e, considerando seus atos, jovens e adultos brasileiros puseram para fora do palácio da alvorada o falso líder. Esse acontecimento é que foi chamado de algo sem significação. Pois bem. Alguns de meus leitores disseram que tinham a impressão que, reagir contra ações praticadas pelo presidente do senado às vezes “não funciona”. Bem, como não fui o único a reclamar, a tornar pública a minha indignação, assistimos o velho “maribondo” modificar a sua opinião e fazer constar, na galeria do congresso esse belo momento da vida política brasileira.
Também nessa semana começamos a verificar que a pressão da sociedade obriga os vocacionados ao autoritarismo serem obrigados a saírem das alturas que os separam dos homens comuns para mostrar suas debilidades e ausência de fortaleza. O ministro que dilminuiu a presidente, tornando-a sua porta-voz, viu-se confrontado com a população e, mesmo tendo escolhido o local para sua “epifania”, ficou tão nervoso que não conseguiu segurar um copo com a água que iria diminuir a secura de sua língua de duvidosa habilidade com a verdade. Mas ainda temos muito a caminhar, sempre há que se cuidar para que não se seja dominado pelos mistificadores que vivem a tentar nos encantar.
Assim como outro ministro, este da educação. Recentemente descobriu-se que o ministério que está sob sua responsabilidade enviou para escolas livros que ensinam subtrações estranhas, algo como 10 – 7= 4. Com essas orientações, que a tudo relativizam, o país estará muito bem no futuro. Se a presidente não desejar continuar a ser dilminuída, terá que afastar esse ministro, ali mantido a pedido do ex-presidente.
Nessa semana que passou vivemos momentos interessantes em nosso aprendizado social. Parece-me que foi positivo. Tenho muita esperança nesta semana que começa. Quem sabe voltemos à velha tabuada!

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