História e Canavial |

fev/10

26

A cana de açúcar e a Zona da Mata

Programa Canavial

No corte da Cana

No corte da Cana

 

A CANA DE AÇÚCAR E A ZONA DA MATA[1]

 

Prof. Severino Vciente

 

Vivemos na Zona da Mata Norte do Estado de Pernambuco, hoje uma região que tem no cultivo da cana de açúcar a sua maior fonte de riqueza, empregando grande parte dos homens e das mulheres da região. De certa maneira, a cana de açúcar afeta a vida de todos os moradores da região.

Mas será que sempre foi assim?

 Não, a cana de açúcar, esse vegetal que veio da Ásia, trazida pelos portugueses para o Brasil, logo nos primeiros anos. Na época em que Portugal era um dos países mais avançados da Europa, o açúcar era um produto muito raro e, como é uma planta que se produz muito bem na região, ela foi a base da formação da sociedade brasileira. Desde o começo do Brasil que o Nordeste, especialmente Pernambuco, foi um grande produtor de açúcar de cana, embora também houvesse sido construído engenhos no Rio de Janeiro e depois em São Paulo. Foi com a chegada das usinas, no final do século XIX que a produção de açúcar em São Paulo começa a superar a produção do Nordeste.

 

O plantio da cana de açúcar exige grandes plantações; para se ter grandes canaviais foi necessário derrubar muitas matas. Mas, durante muito tempo, em nossa região, no tempo dos engenhos, o plantio da cana de açúcar conviveu com a pequena agricultura e com os sítios. Era o tempo dos engenhos, que produziam açúcar, cachaça, rapadura. Mas, com a chegada das usinas foi necessário aumentar a área de plantio para garantir o lucro na produção do açúcar, e o latifúndio tem acabado com os sítios. Na nossa região isso começou a acontecer depois de 1950. Em 1975 foi criado o PROALCOOL e atualmente o plantio da cana está muito voltado para a produção de álcool para o transporte.

 

O Brasil continua sendo o maior produtor mundial de açúcar de cana e a cana de açúcar continua sendo a principal fonte de riqueza de Pernambuco, embora os que trabalham diretamente nos canaviais pouco vejam dessa riqueza.


[1] Editorial para os programas dos dias 26 e 27 de fevereiro de 10

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