História e Canavial |

jun/11

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De somas e subtrações

A semana recentemente passada foi extremamente educativa para mim, e permitiu um realce de esperança. Neste espaço comentei a saga de poderosos da política nacional na tarefa de diminuir os pequenos espaços que o povo brasileiro vem conquistando nesse quase século e meio de República. Lamentei que figuras como o atual presidente do senado federal tentou apagar da memória o que ele chamou de “incidente que não deveria ter ocorrido”, o defenestramento do então presidente Collor de Mello, que havia se tornado o primeiro presidente eleito diretamente pelo povo após a ditadura civil-militar iniciada em 1964. Pouco tempo após eleger Collor de Mello, os brasileiros viram-se obrigados a admitir que foram iludidos pelo discurso organizado por marqueteiros que souberam manipular sentimentos de repulsa e anseios de mudanças da população. Em nome da luta contra a corrpução elegeram um corrupto e, considerando seus atos, jovens e adultos brasileiros puseram para fora do palácio da alvorada o falso líder. Esse acontecimento é que foi chamado de algo sem significação. Pois bem. Alguns de meus leitores disseram que tinham a impressão que, reagir contra ações praticadas pelo presidente do senado às vezes “não funciona”. Bem, como não fui o único a reclamar, a tornar pública a minha indignação, assistimos o velho “maribondo” modificar a sua opinião e fazer constar, na galeria do congresso esse belo momento da vida política brasileira.
Também nessa semana começamos a verificar que a pressão da sociedade obriga os vocacionados ao autoritarismo serem obrigados a saírem das alturas que os separam dos homens comuns para mostrar suas debilidades e ausência de fortaleza. O ministro que dilminuiu a presidente, tornando-a sua porta-voz, viu-se confrontado com a população e, mesmo tendo escolhido o local para sua “epifania”, ficou tão nervoso que não conseguiu segurar um copo com a água que iria diminuir a secura de sua língua de duvidosa habilidade com a verdade. Mas ainda temos muito a caminhar, sempre há que se cuidar para que não se seja dominado pelos mistificadores que vivem a tentar nos encantar.
Assim como outro ministro, este da educação. Recentemente descobriu-se que o ministério que está sob sua responsabilidade enviou para escolas livros que ensinam subtrações estranhas, algo como 10 – 7= 4. Com essas orientações, que a tudo relativizam, o país estará muito bem no futuro. Se a presidente não desejar continuar a ser dilminuída, terá que afastar esse ministro, ali mantido a pedido do ex-presidente.
Nessa semana que passou vivemos momentos interessantes em nosso aprendizado social. Parece-me que foi positivo. Tenho muita esperança nesta semana que começa. Quem sabe voltemos à velha tabuada!

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