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PROGRAMA CANAVIAL

EDITORIAL 112

GOIANA- PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL

Severino Vicente da Silva

 

Meus amigos,

A cada ano estamos acompanhando uma tradição que se firma neste início de século: a celebração coletiva de Pernambuco como uma nação cultural, criativamente cultural desde os sertões até o litoral. Temos participado e assistido a execução de um projeto no qual o povo de Pernambuco se mostra e se vê em plena ação criativa, confirmando-se em sua história, com uma maratona de oficinas, de transmissão de saberes de artes tradicionais que trabalham com o barro, a madeira, as palavras, os gestos de danças e teatros, mas também com as novas expressões das artes nascidas da tecnologia contemporânea, tais como a fotografia e o cinema.

Como sempre a seqüência PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL começa com a Mata Norte, envolvendo os criativos setores das cidades de Goiana, Nazaré da Mata, Aliança, Tracunhaém, Condado, Itaquitinga, Buenos Aires, Glória do Goitá, Carpina, Lagoa do Carro, Ferreiros, Lagoa de Itaenga, Chã de Alegria, Tracunhaém e Paudalho. Essa nova disposição apresenta o dinamismo do Festival Pernambuco Nação Cultural, assumindo que, mesmo quando existe uma cidade-pólo, ela não é capaz de representar sozinha toda a criatividade da região.

Meus amigos, nesta semana segmentos diversos de nossas cidades “matutas” puderam conversar, transmitir, aprender e renovar a cultura pernambucana. Jovens colegiais estiveram em oficinas com artistas consagrados, viram como se faz o milagre do barro tornar-se sentimento – mais que isso: participaram do milagre; conversaram e estabeleceram uma história e se propuseram a contá-la em um minuto, usando as imagens e a linguagem do cinema; outro grupo mostrou mais interesse no mistério das palavras e foi por sonhos em versos e a poesia jorrou. E tivemos exposições de pintura, filmes de ótima qualidade, música agradável aos sentidos e aos espíritos. Poderia continuar a dizer as muitas maravilhas que tivemos a oportunidade de experimentar ao longo desta semana. Uma universidade ao alcance de todos. Alguns dirão que foram poucos os que dessa oportunidade aproveitaram. E isso é verdadeiro. Mas é assim o processo educacional. Nós somos educados naquilo que nos é oferecido diariamente para a nossa alimentação espiritual.

Ao longo de nossa história os bens culturais, desde os mais simples, esses que foram criados nas cozinhas das casas grandes, nos sobrados e nos palacetes, até as belas músicas criadas pelo padre Maurício, por Tom Jobim, Beethoven, Bach, Luiz Gonzaga, e muitos outros gênios ficaram distantes da formação cultural da maioria dos brasileiros. Os artistas, esses anjos da arte e dos sonhos que vivem entre nós, mas nós não conhecemos, permanecem desconhecidos enquanto a indústria cultural despeja a mediocridade mais abjeta sobre todos nós, estabelecendo padrões de beleza e felicidade de pouca qualidade. Assim, quando recebemos alguma pérola como essas oficinas, ainda temos dificuldades em apreciar as belezas que elas nos trazem.

Meus amigos, o PROGRAMA CANAVIAL se alegra com a Festival Pernambuco Nação Cultural que tem início nas terras da Ciranda, do Maracatu de Baque Solto, do Cavalo Marinho, dos Caboclinhos, das Pretinhas do Congo, dos Santos de Barros e de São Severino do Ramos; o PROGRAMA CANAVIAL deseja o mesmo sucesso em todas as regiões culturais de nosso Pernambuco.

Viva Pernambuco, Viva nossa Nação Cultural.   

para os programas do dia 09 de abril de 2011

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PROGRAMA CANAVIAL

EDITORIAL 100

15 DE JANEIRO DE 1685 – VILA DE GOIANA, CABEÇA DA CAPITANIA DE ITAMARACÁ

Severino Vicente da Silva

 

 

Meus amigos,

A Nação Cultural Pernambuco tem muitas vertentes, e todas elas estão repletas de criatividade, de bravura, solidariedade, ternura, músicas, ritmos, crenças, lugares sagrados, tudo sendo resultado de ações de homens e mulheres enquanto criavam seus filhos e filhas. As regiões geográficas de Pernambuco se confundem com as regiões culturais e, cada uma dessas regiões parece ter uma ou duas cidades símbolos. Assim, quando dizemos a palavra Sertão, é quase certo que nos vem à cabeça nomes como Petrolina, Exu, Serra Talhada.  Se dissermos Agreste Pesqueira, Garanhuns, Caruaru, Limoeiro e Surubim logo são lembradas. Litoral é região que lembra Olinda, Recife, Ponta de Pedras, Porto de Galinhas. E quando a palavra é Zona da Mata, no sul é Palmares e no Norte é Nazaré, Timbaúba, Vicência e Goiana.

Cada uma dessas cidades tem um mundão de histórias, e os homens e as mulheres criaram o tempo e o dividiram em semanas, meses, anos e séculos. Os seres humanos contam suas vidas contando os dias que vivem e lembrando alguns desses dias como momento a ser lembrado, que marca o início de um novo tempo.  Tem quem chame esses dias especiais como sendo datas históricas.

Meus amigos, o editorial de hoje quer se interessar por uma data histórica e importante para toda a Zona da Mata Norte, pois essa data, 15 de janeiro, nos lembra que no ano de 1685, Goiana passa a ser considerada uma vila, passando a ser a capital ou cabeça da Capitania de Itamaracá. E a Zona da Mata Norte era parte da Capitania de Itamaracá. Ao considerar Goiana como Vila – cidade – o governo do Império Português reconhecia a importância daquele povoado que vinha crescendo desde 1540. Pode-se dizer que o 15 de janeiro deve ser considerado um aniversário de Goiana como Cidade. O Programa Canavial Parabeniza Goiana por essa data, por ser uma das mais antigas cidades do Brasil. Goiana, Cabeça da Capitania de Itamaracá, cidade que deu origem a muitas cidades da Zona da Mata de Pernambuco. Parabéns à Goiana dos Caboclinhos.

Para os programas dos dias 14 e 15 de janeiro 2011.

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