Archive for the ‘Leitura’ Category

amizade e meio ambiente


2011
04.02

Após o período de carnaval, quando as instalações do Ponto de Cultura Maracatu Estrela de Ouro ficou totalmente dedicado às sambadas e ao Maracatu, o Ponto de Leitura voltou às suas atividades rotineiras, recebendo as crianças e os jovens adolescentes.

Na programação do mês de março foi posto como tema central a idéia de AMIZADE, de AMOR. Em torno desses temas, cada um dos educadores, em seus grupos realizaram tarefas. Foram criadas histórias, e elas foram expressadas em diversas linguagens: contadas, pintadas e todos exprimiram criatividade.

Uma ansiedade está envolvendo o grupo dos maiores: estão na construção de um grupo musical que querem formar; tocar, cantar e dançar o Coco. Ao mesmo tempo continuam a debater sobre amizade. Estão vendo um desenho animado construído na Universidade Estácio de Sá do Rio janeiro, com Marcos Nanini narrando Velha História de Mário Quintana. Coisa mais engraçada esta de em uma sala encontram-se as mais diversas porções de criatividade formadora da amizade brasileira

Noutro espaço da casa um grupo intermediário está discutindo a amizade dos animais com a natureza, com a leitura e a contação de outra história, sobre um macaco. É que no mês de abril o debate será sobre essa amizade com o meio no qual a gente vive.

Capacitação em contação de histórias


2011
03.19

Nosso projeto Leitura no Ponto pretende alcançar vários objetivos secundários em torno de seu objetivo principal que é formar leitores aqui, na borda dos canaviais de Aliança, no entroncamento que leva a Upatininga. A formação de leitores está relacionada a idéias muito comuns, tradicionais, como a arte de saber conversar, a arte de contar histórias, a arte de ouvir com atenção aquilo que nos é dito.

O que é um livro senão uma história que vem sendo contada desde que foi pensada e depois escrita? Ficar com um livro na não é ficar com um contador de história junto da gente, é conversar e acompanhar e imaginar os pensamentos, os personagens que o autor inventou.

 Mas a leitura é um hábito que se aprende desde a infância, quando a gente tem a oportunidade de ver quando uma pessoa mais velha toma um livro na mão; quando isso acontece, ela desvenda os mistérios ali para uma criança que crescerá. Haverá um momento que a criança compreenderá que os sonhos e realidades podem ser organizados em palavras e que as palavras fazem surgir novos sonhos e realidades.

Mas é difícil tornar a leitura um hábito para crianças cujos pais não tiveram a oportunidade de ir a escolas? Como fazer a criança experimentar a alegria da leitura e do estudo quando estão acostumadas ouvir : “se não se comportar vai estudar”. O livro passa a ser um inimigo a ser evitado.

Nossos encontros com livros e alegrias têm trazido bons resultados, pois terminamos o ano com 40 freqüentadores de nossos sábados e iniciamos este ano de 2011 com 40, mas vieram outros com promessa de serem freqüentadores após o carnaval, assim disseram suas mães. Mas como atender esse interesse? Como nos tornarmos melhores?

Pensando nisso, neste mês de fevereiro tivemos quatro sessões de estudos para melhorar a nossa atuação na Arte de Contar histórias. A educadora e profissional de técnicas de informação, Andréa Batista, que nos auxiliou a organizar a Biblioteca Mestre Batista, do Ponto de Cultura Estrela de Ouro de Aliança, esteve com Daniele Maria, Érica Fernandes, Wanessa Santos, Rogério, Manuela Guedes e Amélia Patrícia para transmitir parte de seus conhecimentos nessa bela arte. Assim nos capacitamos para sermos melhores educadoras, pois entendemos que todos os moradores na Zona da Mata Norte, precisam ser, cada vez mais, melhores para servir as crianças da Chã de Camará e sua vizinhança.

O Natal do Saci Noel


2010
12.20

 Severino Vicente da Silva

Sai Pererê ou Papai Noel

No escrito anterior fiz um pequeno relatório das atividades do Ponto de Leitura e parece que vivemos de festa. É que sempre é festa nos sábado à tarde com as crianças e com os rapazes e moças que chegam para ficarem três horas juntos, de acordo com sua idade e interesse.  São atividades simples, quase sempre em torno de um livro, uma idéia, um comportamento.

 

Vendo, ouvindo e aprendendo canções

Os menores gostam de ver desenhos e de fazer desenhos. Na verdade, todos gostam de ver desenhos, ouvir músicas, cantigas de roda, repeti-las e aprendê-las. Os meninos são mais ativos, corredores, sempre querendo uma atividade que os ponha a alcançar uma bola e mostrar a destreza de seus pés e pernas. Mas eles também ficam quietos quando a história lhes interessa, quando há uma ligação com a sua vida. As cantigas e os livros sempre possuem alguma relação com o dia a dia, afinal é da atividade comum, rotineira, de onde e aonde se faz a beleza da arte, parte da beleza da vida;

Para concluir o ano fizemos mais uma festa, pensada desde algum tempo. Com os rapazes e moças ocorreu a preparação. Teremos Papai Noel ou o Saci Pererê entregando presentes? E teremos presentes, de onde virão? Essa não foi uma preocupação deles.

Mas as meninas-moça e os rapazes resolveram que poderiam cantar uma canção de Natal. Fariam um coral. É que já estão pensando em, no próximo ano formar um grupo de danças culturais, esse que acostumaram de chamar folclórico. Quem formar um grupo que cante Coco e Ciranda. Ederlan disse que iria orientar essa parte. Mas por hora eles e elas preparam um coral para festa de natal.

Os presentes foram embrulhados no Pontão Canavial para tudo está pronto no dia 18.  Um dia que começou cedo para Rogério na limpeza do terreiro, e que teve a ajuda de Edilson nos intervalos que ele encontrava enquanto bordava mais uma gola de caboclo. Enquanto isso Érica e Daniele estavam no interior da casa fazendo os salgadinhos, na cozinha que foi montada este ano. 

 Ainda não era uma hora da tarde, e os senhores e senhoras donos da festa começaram chegar e a ocupar os espaços. Sentaram-se para ouvir canções, outros ocuparam os computadores e ajudaram a organizar a mesa. Ao lado do Ponto de Cultura, Pai Mário trabalhava na organização do louvor que será dedicado a Iemanjá, no Centro Nossa Senhora da Conceição.

Faz-se o tapete no terreiro e vamos contar a história do Papai Noel para olhos, ouvidos, e almas atentas. E vem o Bingo da Amizade, que é o sorteio dos amigos presentes, sendo que a cartela é formada por cada um dos participantes que ali escreve o nome de seus amigos. Ganha o prêmio o quem primeiro completar a cartela. O prêmio é dividido com os amigos. Depois as meninas-moça cantaram a sua canção, superando a timidez. Os rapazes não subiram ao palco.  E então veio o Saci com a carapuça confundida com o gorro de Papai Noel. A carapuça passou de cabeça em cabeça e cada um entregou o presente para o outro.

 Foi assim que os peraltas Sacis da Chã de Camará tornaram-se Papai Noel. Celebramos assim, a festa do Menino Jesus, a tradição do Norte da Europa e as Matas do Norte de Pernambuco.

Feliz Natal para todos.

Uma visita da Escócia


2010
07.27

 

Hoje visitei o Ponto de Cultura, acompanhando um casal amigo, chegado da Escócia e que já haviam travado conhecimento com o povo da Chã de Camará, dois anos passados. Ronni e sua esposa Chris desejavam esse retorno e o programaram.

Jailson, Biu do Coco e Ronnie – foto de Biu Vicente

Ronni é professor de etnomúsica,  e esteve com os Mestres para conhecer e aprender especialmente o toque do Maracatu Rural. Desse seu estudo veio a sua dissertação de mestrado em Endburgo. Seu retorno quis ser um agradecimento  aos Griôs, especialmente a Biu do Coco, que fez o“Coco do Gringo”. Essa composição de Biu do Coco foi traduzida para o Gaélico e vem sendo cantada por grupos de jovens na Escócia.

Quando chegamos ao Ponto de Cultura Estrela de Ouro, que também é um Ponto de Leitura, encontramos jovens sentados, lendo. E assim continuaram por algum tempo até serem convidados para participar da apresentação de alguns slides. Enquanto isso continuava o trabalho de colocar pias, uma na cozinha da comunidade e outra, dentro da casa, para atender as necessidades do Ponto de Leitura.

Atividade no Ponto de Leitura

Luar do sertão


2010
07.07

LUAR DO SERTÃO

Adriano josé

  

Naquelas terras sofridas

Onde todos lá carecem

Onde fui abandonado

e que hoje me entristece.

é como se fosse hoje

me lembro daquele lugar

e que lá não suportei

tive que vir pra cá.

Ainda me emociono

Quando eu falo de lá

Começa a cair as lagrimas

E começo a chorar.

Adriano particpa das atividades do Ponto de Leitura Estrela de Ouro de Aliança

Nosso ponto e nossa cultura


2010
06.27

IVONEIDE, nosso ponto e nossa cultura

Sou Ivoneide Maria da Costa, tenho 14 anos, nascida em Aliança, criada no Sitio Chã de Camará. Minha Mãe é Ivonete Lopes da Silva, uma mulher lutadora; Meu Pai é José Rodrigo da Costa, um homem trabalhador.

Tive uma infância muito alegre, e ao mesmo tempo triste.

Com 12 anos comecei a freqüentar o Ponto de Cultura Estrela de Ouro, em 2005 inauguramos nossa primeira Biblioteca, chamada Mestre Batista. A gente tem aula todo sábado, é muito legal, as professoras são: Wanessa, Bárbara, Amélia, e agora Érica.

Hoje em dia temos computadores, a Biblioteca com muitos livros novos; temos aulas de músicas com os Mestres da cultura e o Ponto está crescendo cada vez mais.

Ivoneide Maria da Costa, 14 anos

ivoneidemaria54@yahoo.com.br

Lugares e pessoas que fazem a Cultura Viva


2010
06.01
Wanessa debate as regras com as crianças

Wanessa debate regras com as crianças. Foto de Biu Vicente

 

Numa tarde de chuva, sendo impossível brincar de bola ou corda no terreiro. Decidimos “forrar” as esteiras na já “pequena” casa-grande – repleta de livros, nos sentamos para conversar e contar histórias. Dessa vez uma história diferente. Não o baú de Ananse, que com uma teia de aranha espalhou as histórias pelo mundo. Mas, outra, tecida também numa teia, vinda de um emaranhando de pessoas e culturas, também espalhadas por vários pontos. A TEIA dos Pontos de Cultura, onde várias estórias se unem e se completam, ficando a deixa para contar mais um conto ou Ponto.

Dei início à viagem… Era uma vez…

No tecer dessa TEIA, no descobrir de coisas, já no alto (perto do fim), descobri um livro. Tirado não do baú, mas direto da gráfica, chegado de última hora para o seu lançamento pelo Secretario de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura – Célio Turino. O livro Histórias do Ponto – Lugares e Pessoas que fazem a Cultura Viva.

 

“Desde que iniciei a caminhada ao lado dos Pontos de Cultura, ouvi e vi tantas e impressionantes histórias se mesclarem num molejo tão sedutor; viravam sambas, construções, poesias, contos, músicas, vídeos, rodas. Viravam e reviravam a mesa já posta, simplesmente pelo prazer de se reinventarem. Cada história era única, ia se entrelaçando em outra, e de repente, se desdobrava na seqüência de uma, várias outras… Histórias de Ponto de Cultura é assim, junção de várias partes formando um todo, processos que se mesclam e interagem fazendo fecundar o próprio sentido. O sentido de desesconder as faces desse Brasil de tanta pluralidade.” (Célio Turino, Histórias do Ponto, 2010)

E numa surpresa estava lá, nossa Estrela de Ouro, também contemplada, mostrando um de seus protagonistas entre os 25 relatos. De primeira página, abrindo a vida do Mestre aprendiz – Ederlan Fábio – e do Ponto de Cultura Estrela de Ouro.

E no destrinchar das histórias do livro, percorrendo juntos os caminhos de tantos personagens (Ederlan, Beth de Oxum, Mestra Nicinha, Benedito do Rojão, Iraci, Potyra, e outros), tantas comunidades, tantos Pontos. Descobrimos Dereck Luan, que lá na Vila Alter do Chão – PA, no Ponto de Cultura da Oca, compartilha de estórias tão similares que as vividas aqui, nos distantes canaviais pernambucanos.

Crianças na sala

E na nossa grande roda, sentados nas esteiras, passo a leitura para os protagonistas mirins, Edna (13 anos), Adriano (13 anos) e Ailton (10 anos) – todos participantes das atividades do Ponto de Leitura Estrela de Ouro. E eles deram continuidade à leitura sobre Ederlan que aprende, com os Mestres da região, os saberes e fazeres repassados na tradição oral, aprendendo a cultura local e reconhecendo sua identidade; e Dereck, filho de um “Boto”, que não mediu esforços para criar um espaço de leitura na sua pequena comunidade de Vila de Alter – Biblioteca D. Benedita Lobato, homenagem a uma antiga moradora.

As crianças viram que existem finais felizes além dos contos de fadas, mas é preciso muito esforço e trabalho. E o mesmo protagonismo do filhinho do “Boto” lá do Pará, e do Mestre Aprendiz de Condado, pode acontecer na Chã de Camará.

Portanto, decidimos após a leitura, elaborar um texto para criar um livro contando a história e a identidade cultural dessas crianças que também fazem a Cultura Viva no terreiro da Chã de Camará. E três delas quiseram mostrar sua história além do livro, espalhar para outros pontos, para o mundo.

Aqui serão mostrados as histórias e desejos de personagens reais. Retratos e vozes de crianças que se encontram, viram enredos, tornam-se samba e invadem a alma com a vontade de serem observadas, vistas e ouvidas. Aproxime-se, abra bem os olhos e, quanto aos ouvidos, deixe-os afinados, para ouvir estas histórias com jeito de sambada.

 

Escrito por Wanessa Santos

Criando leituras


2010
06.01

Biu Vicente, Danielle, Edilson, Érica, Patrícia e Wanessa

Desde o dia 21 de março de 2010 iniciamos as atividades deste ano no Ponto de Leitura Estrela de Ouro, realizadas durante as tardes dos sábados, recebendo na sede do Ponto de Cultura, cerca de 40 crianças que de deslocam para o Sítio Chã de Camará, para juntas a mais 03 Educadores (Bárbara Gonçalves, Rhafael Cunha e Wanessa Santos) e 04 jovens Agentes Cultura Viva (Edilson Abreu, Wellington Silva, Maria Patrícia e Érica Ramos) ensinar e aprender novas leituras de mundo, de amizade, de vida. Tudo isso com a supervisão do Coordenador Prof. Severino Vicente.

Nestes dois primeiros meses - abril e maio - foram trabalhadas as seguintes temáticas: Família, Identidade Cultural e Diversidade. Resultando em muitas atividades que objetivavam o empoderamento cultural das crianças e a tolerância e respeito no convívio com as diferenças.

Patrícia lendo um poema  

Escrito por Wanessa Santos

Como começou


2010
05.02

 

Pintando os sonhos - Foto de Biu Vicente
Pintando os sonhos – Foto de Biu Vicente 

 

O Ponto de Leitura Leitura no Ponto tem uma origem longa. Essa história de a gente se encontrar aos sábados começou com um grupos de jovens estudantes da Faculdade de Formação de Professores de Nazaré da Mata. Eram estudantes de História, em sua maioria, mas havia gente de Geografia. Eram doze rapazes e moças. Havia grupo de alfabetização de adultos, grupo de estudos para fazer exames supletivos, grupo de mulheres e também as crianças, e para essas havia atividades de recreio e estudos. E tudo isso ligado à Biblioteca Mestre Batista. Depois de um tempo, por razões diferentes, os grupos foram diminuindo de atividades, embora as mulheres houvessem criado interesse por artesanatos. Mas as crianças ficaram e era importante que o Ponto de Cultura Estrela de Ouro não perdesse contato com as crianças.

Preparando outro sonho - foto de Biu Vicente
Preparando outro sonho – foto de Biu Vicente 

O entusiasmo de Wanessa e Bárbara foi importante. Então foi apresentado um projeto para a Fundarpe com o nome Leitura no Ponto que foi aprovado e o entusiasmo cresceu porque a gente recebeu a presença de Emília e também Patrícia. Depois, a gente teve a alegria de receber o prêmio da Biblioteca Nacional, reconhecendo o trabalho como PONTO DE LEITURA e como parte do Sistema Nacional de Bibliotecas. Ganhamos computadores, livros e estantes. E depois vieram os brinquedos.

Wanessa, as crianças e uma caixa de leituras - Foto de Biu Vicente
Wanessa, as crianças e uma caixa de leituras
 Foto de Biu Vicente 

Todos os sábados o Terreiro do Ponto de Cultura Estrela de Ouro tem a cara do Ponto de Leitura Estrela de Ouro, um lugar que é o ponto de encontro dos pequenos caboclos e caboclas que brincam e fazer crescer a alegria, a inteligência e a amizade.

Texto escrito pelo prof.  Severino Vicente da Silva

Começando!


2010
05.02

Pulando corda – foto de Biu Vicente

Na zona rual da cidade de Aliança, no Ponto de Cultura Estrela de Ouro de Aliança, funciona a Biblioteca Mestre Batista. Aberta todos os dias da semana, a Biblioteca Mestre batista é um caminho apontado para jovens, crianças e adultos das imediações da Chã de Camará.

Todos os sábados quatro jovens da comunidade – Patrícia, Welligton. Edilson, Érica recebem mais de tres dezenas de crianças para contação de histórias, brincadeiras e outras atividades que permitem às crianças um contato simples, direto e livro com livros, filmes, estórias e brincadeiras. A arte da convivência é experimentada e as habilidades são desenvolvidas na alegria de brincar e descobrir e recriar o mundo.

Brincando com livros – foto de Biu Vicente

Os jovens da comunidade são orientados por Wanessa e Raphael, com uma supervisão do professor Severino Vicente da Silva . A cada sexta feira eles se reunem e pensam nas atividades com as crianças, além de realizarem um grupos de estudo. Sempre uma releitura do mundo.

Este será um espaço contar as conisas do Ponto de Leitura Estrela de Ouro de Aliança