Archive for the ‘Socialiação’ Category

BRINQUEDOS BRINCANTES


2011
08.27

BRINQUEDOS BRINCANTES

Manuela Guedes

Mês de agosto estamos comemorando o Folclore, que nada mais é uma manifestação popular. Pernambuco é riquíssimo nessas manifestações culturais, e por isso resolvemos conversar todos os sábados com os jovens de Chã do Camará. E nessa conversa falamos sobre o Cavalo Marinho e a sua origem, e o que é preciso para montar um Cavalo Marinho. Uma manifestação já vista por esses estudantes, porém entendida. Discutimos um pouco o porquê de tudo aquilo, como por exemplo: a dança dos arcos, quem foi São Gonçalo, falamos a respeito dos instrumentos que são tocados, e quando falei da rabeca, as meninas me perguntaram o que é uma rabeca? Entretanto, são manifestações existentes naquele espaço, porém um pouco desconhecida, longe de seus significados.

Após a conversa a respeito do Cavalo Marinho, conversamos sobre o fantoche que é o fantoche, como ele é visto, como pode ser feito e interpretado, estes souberam responder muito bem, e em seguida partimos para uma produção artística, que fazer a arte também é uma forma de educar.

E falando em arte, a arte tem que deixar de ser vista como algo terciário, a arte tem valor, traz idéias, descobertas, interação com o outro, e é isso que estamos buscando e fazendo. Então, fizemos o fantoche, utilizando material que muitas vezes vai para o lixo, e reciclamos o uso da caixa de ovos. Demos formato ao corpo com essas caixas. Para fazer o cabelo, braço e perna, utilizamos o barbante e muitas cores e brilhos, dando formato ao boneco ou uma boneca, cada um mais lindo que o outro. Os jovens soltaram a imaginação, e depois partiram para uma conversa com os seus bonecos, brincando com os seus bonecos criando histórias.

O Arreiamá


2010
10.16

O arreiamá

Adriano José
 

Arreimá na saída do Estrela de Ouro, Chã de Camará, Aliança, PE, 2009. Foto Biu Vicente

Arreimá na saída do Estrela de Ouro, Chã de Camará, Aliança, PE, 2009. Foto Biu Vicente

 

O arreiamá é um caboclo que parece não estar preparado Para a guerra, com um machado lembra os tempos do descobrimento do Brasil, os tempos que os índios cortavam o pau Brasil e de grande amizade com os nativos. O arreiamá pode está em todos os tipos de maracatus, nem só de baque virado, mas também nos de baque solto e até nos caboclinhos. No carnaval o arreiamá é quase o ponto principal dos maracatus, sua parte é mostrar que a cultura indígena ainda existe no Brasil, e se deus quiser próximo ano eu estarei lá, fantasiado de arreiamá.  

  professora essa é mais uma de minhas historias , leia essa história é uma recontação do livro do professor Biu Vicente

Texto de Adriano José

Como começou


2010
05.02

 

Pintando os sonhos - Foto de Biu Vicente
Pintando os sonhos – Foto de Biu Vicente 

 

O Ponto de Leitura Leitura no Ponto tem uma origem longa. Essa história de a gente se encontrar aos sábados começou com um grupos de jovens estudantes da Faculdade de Formação de Professores de Nazaré da Mata. Eram estudantes de História, em sua maioria, mas havia gente de Geografia. Eram doze rapazes e moças. Havia grupo de alfabetização de adultos, grupo de estudos para fazer exames supletivos, grupo de mulheres e também as crianças, e para essas havia atividades de recreio e estudos. E tudo isso ligado à Biblioteca Mestre Batista. Depois de um tempo, por razões diferentes, os grupos foram diminuindo de atividades, embora as mulheres houvessem criado interesse por artesanatos. Mas as crianças ficaram e era importante que o Ponto de Cultura Estrela de Ouro não perdesse contato com as crianças.

Preparando outro sonho - foto de Biu Vicente
Preparando outro sonho – foto de Biu Vicente 

O entusiasmo de Wanessa e Bárbara foi importante. Então foi apresentado um projeto para a Fundarpe com o nome Leitura no Ponto que foi aprovado e o entusiasmo cresceu porque a gente recebeu a presença de Emília e também Patrícia. Depois, a gente teve a alegria de receber o prêmio da Biblioteca Nacional, reconhecendo o trabalho como PONTO DE LEITURA e como parte do Sistema Nacional de Bibliotecas. Ganhamos computadores, livros e estantes. E depois vieram os brinquedos.

Wanessa, as crianças e uma caixa de leituras - Foto de Biu Vicente
Wanessa, as crianças e uma caixa de leituras
 Foto de Biu Vicente 

Todos os sábados o Terreiro do Ponto de Cultura Estrela de Ouro tem a cara do Ponto de Leitura Estrela de Ouro, um lugar que é o ponto de encontro dos pequenos caboclos e caboclas que brincam e fazer crescer a alegria, a inteligência e a amizade.

Texto escrito pelo prof.  Severino Vicente da Silva