Archive for August, 2011

Novas brincadeiras


2011
08.28

Novas Brincadeiras
Manuela Guedes

Continuando nossa conversa, quero lembrar que continuamos a brincar.
No encontro seguinte continuamos a conversar sobre o Folclore, dissemos que o pernambucano gosta na sua particulalaridade e de lugares que predominam manifestações culturais como frevo e maracatu, no Recife; de ciranda no litoral; de lendas populares e maracatu rural na Zona da Mata; de banda de pífanos e quadrilha matuta em Caruaru; das carrancas do São Francisco e do artesanato em Tracunhaém; das vaquejas de Surubim e Vitória de Santo Antão; de baião e xaxado no Sertão do Araripe; de poesia popular e Literatura de Cordel em Sertânia, Afogados da Ingazeira, São José do Egito; de coco em Arcoverde. Pernambuco encontra essa diversidade em suas raízes. E por isso no dia 22 de agosto, comemoramos e festejamos essa cultura tradicional, formada e influênciada por europeus, por africanos e povos indígenas primeiros habitantes do Brasil.
Depois dessa viagem sobre a nossa cultural, demos continuidade às atividades artisticas e educativas. Vamos brincar de escrever?
Quando falo brincar de escrever, não quero impor obrigação e sim liberdade. Mas você me pergunta: podemos brincar de escrever? Sim, várias brincadeiras podem estimular o pensar e a escrita, e tudo fica mais divertido. Quem já não brincou de advinhar nome, objeto e fruta? jogo de palavras? Podemos usar a escrita para sentirmo-nos felizes e expressar o que sentimos.
Mas desta vez fizemos diferentes, criamos outra brincadeira de acordo com uma data comemorativa que todas as crianças, jovens e adultos gostam e se sentem crianças quando pode comemorar essa data. Escrevemos cartas.
As escritas dessas cartas levam a fundamentos importantes que estimulam a expressão do eu. Sem tema para seguir e determinação de quantidade de linhas, os jovens soltaram a imaginação e começaram a escrever, cada uma, a sua carta, com um propósito: após o término, colocá-las dentro de uma linda caixa colorida confeccionadas por elas, e essas cartas ficarão mantidas em segredo até o dia Das Crianças, e faremos uma grande surprêsa.
O objetivo dessa atividade é estimular os jovens a pensarem e a escrever, mas esses estímulos ele tem que vir acompanhado de um certo incentivo final dessa atividade e o que eles receberão por isso, prêmios.
A brincadeira de escrever nomes levou aos enfeites das cartas, as quais teviram direito a um lindo envelope colorido. As jovens também tiveram a preocupação no cuidar dessas cartas, com uma caixa de papelão, elas enfeitaram, deram cor e brilho. As cartas ficarão guardadas até o mês de outubro.
Concluíndo a brincadeira de dar cor a uma caixa de papelão, fomos fazer outro fantoche, só que dessa vez foi saco de papel, tema livre, fizeram: onça, tigre, professor Biu Vicente. A criação do fantoche ficaram por conta dessas Jovens. Detalhe, fizeram até um bolsinho da camisa do professor.

BRINQUEDOS BRINCANTES


2011
08.27

BRINQUEDOS BRINCANTES

Manuela Guedes

Mês de agosto estamos comemorando o Folclore, que nada mais é uma manifestação popular. Pernambuco é riquíssimo nessas manifestações culturais, e por isso resolvemos conversar todos os sábados com os jovens de Chã do Camará. E nessa conversa falamos sobre o Cavalo Marinho e a sua origem, e o que é preciso para montar um Cavalo Marinho. Uma manifestação já vista por esses estudantes, porém entendida. Discutimos um pouco o porquê de tudo aquilo, como por exemplo: a dança dos arcos, quem foi São Gonçalo, falamos a respeito dos instrumentos que são tocados, e quando falei da rabeca, as meninas me perguntaram o que é uma rabeca? Entretanto, são manifestações existentes naquele espaço, porém um pouco desconhecida, longe de seus significados.

Após a conversa a respeito do Cavalo Marinho, conversamos sobre o fantoche que é o fantoche, como ele é visto, como pode ser feito e interpretado, estes souberam responder muito bem, e em seguida partimos para uma produção artística, que fazer a arte também é uma forma de educar.

E falando em arte, a arte tem que deixar de ser vista como algo terciário, a arte tem valor, traz idéias, descobertas, interação com o outro, e é isso que estamos buscando e fazendo. Então, fizemos o fantoche, utilizando material que muitas vezes vai para o lixo, e reciclamos o uso da caixa de ovos. Demos formato ao corpo com essas caixas. Para fazer o cabelo, braço e perna, utilizamos o barbante e muitas cores e brilhos, dando formato ao boneco ou uma boneca, cada um mais lindo que o outro. Os jovens soltaram a imaginação, e depois partiram para uma conversa com os seus bonecos, brincando com os seus bonecos criando histórias.

uma conversa sobre Cavalo Marinho


2011
08.14

 

Uma conversa sobre Cavalo Marinho 1

Professor Severino Vicente da Silva

Na semana passada, dia 6 de agosto, nós brincamos de aprender e a dançar alguns passos do Cavalo Marinho. Parece que essa dança foi criada nessa região onde se encontram os estados de Pernambuco e Paraíba. No tempo do Mestre Batista, aqui no Sítio Chã de Camará sempre teve a brincadeira do Cavalo Marinho. Quase todos os mestres que atualmente tem grupo de Cavalo Marinho aprenderam a brincar aqui no Sítio.

O Mestre Mariano Teles aprendeu a dançar e sabe tudo de Cavalo Marinho está vindo nos ensinar a dançar o Cavalo Marinho.

Para dançar o Cavalo Marinho é preciso ter um BANCO, ou seja, um tocador de BAJE, um tocador de PANDEIRO, um tocador de MINEIRO; um tocador de RABECA. E também é preciso que eles saibam cantar as modas e cantigas que acompanham a dança do CAVALO MARINHO.

A brincadeira do Cavalo Marinho começou a ser brincada a uns cento e trinta nos, lá pelo tempo em que estava acabando a escravidão. Essa brincadeira é uma espécie de teatro que representa a organização de uma festa na propriedade do Capitão Marinho, um homem rico que foi viajar e deixou o seu empregado de nome MATEUS e ele assume a responsabilidade de organizar uma festa, a pedido do capitão. Mateus tem um Pareia, ou seja, um amigo, conhecido como BASTIÃO e com ele começa a organizar a festa.

Oficina Cavalo Marinho

Mestre Mariano

Todo Cavalo Marinho tem um MESTRE que orienta a dança com  o seu apito.

O Cavalo Marinho começa com a dança do MERGULHÃO ou MARGUIO.  O Mestre Mariano ensinou a gente a dançar o MARGUIO. E também ensinou a DANÇA DOS ARCOS DE SÃO GONÇALO.

São Gonçalo viveu em Portugal a mais de oitocentos anos e inventou uma dança que chegou ao Brasil com os primeiros portugueses. Era uma dança que podia durar mais de um dia. Para dançar se forma duas filas ou cordões de pessoas. No Cavalo Marinho, cada pessoa da fila segura um arco e se faz muitas evoluções e fica muito bonita a dança. Enquanto as pessoas dançam, o banco toca e canta uns versos que pede a São Gonçalo para conseguir casamento. A Dança de São Gonçalo acontecia nas igrejas, mas desde 1817 começou a ser proibida. O povo pobre continuou dançando e, aqui na Zona da Mata Norte, arranjou um jeito de louvar São Gonçalo nas festas do Cavalo Marinho.