Posts Tagged ‘Ponto de Leitura’

Um pouco do que eu gosto


2011
11.19

Oi MEU NOME É ANDREIA DA SILVA MARQUES, TENHO 12 ANOS DE IDADE, EU MORO EM CHÃ DO CAMARÁ.
EU GOSTO MUITO DE POESIA.

MINHA AMAZONIA É AQUI é uma poesia que eu gosto, ela foi escrita por Alberto Oliveira. Ele começa com um verso de Frederico Garcia Lorca
“O POETA É UMA ÁRVORE COM FRUTOS DE TRISTEZA
E COM FOLHAS MURCHAS DE CHORAR O QUE AMA”

VERDE EU TE QUERO AQUI,
ALI É MUITO DISTANTE…
IPES ROXOS AMARELOS
CÉU NA CIR DE DIAMANTE
COM LEVE AZUL POR DO SOL
SONHANDO NOITE BRILHANTE…
VERDE EU TE QUERO AQUI
SEM TANTO CANAVIAL…
UM MAR DE FOLHAS VOANDO
SEM QUE SE CHEGUE AO FINAL
SÓ MINHA PALAVRA CEGA
BUSCANDO BÚSSOLA E SINAL…
VERDE EU TE QUERO AQUI
COMO A SEIVA E SEMENTE…
TUA LEMBRANÇA E SAUDADE
GUARDADAS NA MINHA MENTE
BARAÚNA E AROEIRA
EM FOTO DE ANTIGAMENTE…
VERDE EU TE QUERO AQUI
JUZEIRO E JATOBÁ…
SUSSURRO DE RIACHINHO
CANÁRIOS NO SEU CANTAR
CRIANÇA SE LAMBUZANDO
SAPOTI, PINHA, CAJÁ…
VERDE EU TE QUERO AQUI
PELAS ESTRELAS VOANDO…
E ANTE À DEVASTAÇÃO
TERMINO O VÔO CHORANDO
SOU MEDIUM DA NATUREZA
COM MEU VERSO AMARGURANDO
VERDE EU TE QUERO AQUI
PRECISO TE RESPIRAR…
VERDE VIDA PARA SEMPRE
VERDE VENTO PELO AR
NA DISTANTE AMAZÔNIA
E AQUI NO MEU LUGAR.

Eu escolhi essa poesia de cordel porque ela fala muito da natureza, das cores e ele quer muitas árvores no lugar onde ele vive.

Postado por Biu Vicente

Gabi


2011
11.12

Gabi veio me procurar e pediu para dizer um pouco do seu sentimento no Ponto de Cultura e na BiBlioteca Mestre Batista
eis o que ela disse:

Sou Gabi, meu nome completo é Gabriela Estéfano Meneses de Moura, moro na Chã de Camará, tenho 11 anos e estuda no Quinto Ano na Escola Municipal Chã de Camará. Gosto de estudar, de brincar. Gosto de jogar futebol. A minha professora é Ana Alice e ela passa tarefas de português, Matemática, Ciência, Geografia, História, Inglês, Religião e Redação.
Todos os sábados eu vou ao Ponto de Cultura Estrela de Ouro, vou estudar com as professoras Wanessa e Manuela, e conheço as professoras Daniela e Érica. Também conheço os professores Biu Vicente e Ederlan. Gosto muito de ler livros da Biblioteca Mestre Batista. Outro dia li um livro das cem melhores poesias brasileiras. Outra atividade que faço é dançar no Maracatu Estrela de Ouro de Aliança, saio como uma índia.

A minha vida muda quando estou no Ponto de Cultura Estrela de Ouro porque fico feliz.

Prof. Biu Vicente

A festa da Biblioteca, o nosso Ponto de Leitura


2011
10.31

O mês de outubro deste ano foi bastante festivo no Ponto de Leitura que funciona no Ponto de Cultura Maracatu Estrela de Ouro de Aliança. Na primeira semana publicamos um texto de Anderson relatando a viagem que ele fez, com mais dez colegas, até a cidade do Recife para ver, andar, participar da Bienal Internacional do Livro. Depois veio o dia das Crianças, que também é considerado o Dia da Leitura. E, no dia 15, ocorreu uma festa com Corrida de Limão na Colher, Encher Bola de Plástico até estourar, Dança das Cadeiras, Quebra Panela e dança de Cavalo Marinho. Tudo isso numa tarde. E ainda foi uma homenagem aos professores.

Enquanto esses eventos se sucediam, a equipe de educadores (Wanessa, Érica, Daniela, Manuela) que acompanham as crianças a cada sábado, vinham desde o início do ano re-estruturando a Biblioteca Mestre Batista, estudando novas maneiras de contar história; reorganizando o acervo sob a orientação de Andréa Batista e com a ajuda de Felipe Wolney e Jacilene. A Biblioteca Mestre Batista promoveu uma oficina que discutiu o significado de Patrimônio – imaterial e material – e esses estudos foram realizados no Ponto de Cultura Poço Comprido. Também foi iniciado um trabalho de organização da memória fotográfica do Ponto de Cultura e um levantamento dos troféus existentes na casa sede do Maracatu Estrela de Ouro de Aliança. Organizar as informações e facilitar o seu acesso é uma das tarefas de uma biblioteca. Assim ela se mantém viva e parte de sua comunidade. E a casa onde funciona a biblioteca é tão viva que ela cresceu mais duas salas. A casa ficou maior e com mais espaço para os livros e para as pessoas.

Agora, no dia 30, último sábado do mês de outubro, fizemos uma festa para re-inaugurar a nossa Biblioteca. Participaram da festa todas as crianças e seus pais. Recebemos a visita do casal Júlio e Júnia com as suas filhas gêmeas, Catarina e Isabela, que vivem em João Pessoa. E também veio uma professora da Rede Municipal de Aliança com seu esposo e filho. Participaram da alegria das crianças vestirem-se de caboclos e caboclas, sob o comando do Mestre Luiz Caboclo e os versos de Mestre Nercino. Os pequenos manobraram no terreiro, especialmente nos espaços sombreados das jaqueiras.

O mestre Mariano formou um banco, ou seja, a orquestra do Cavalo Marinho, perto de uma mangueira, e assumiu a função do Capitão Marinho, e o terreiro foi tomado por crianças e visitantes a dançarem Cavalo Marinho. Bom é notar que estava no banco o Mestre de Capoeira Iaô, de Condado, e também o Mestre Biu do Coco, Ederlan, Aamazonas e Patrícia, a qual durante algum tempo auxiliava nas tardes de sábado. E teve a presença do presidente do Maracatu Estrela de Ouro de Aliança e da diretoria e sócios da Associação Reviva, a permanente parceira de nossa Biblioteca. As crianças Andréa e Péricles cortaram a fita simbólica da inauguração dos novos espaços.

E vieram os bolos, os refrigerantes e o momento em que Daniele ficou anotando quais os livros que estavam sendo levados para a leitura em casa.

Prof. Biu Vicente

Minha Viagem à Bienal do Livro


2011
10.08

Eu estava conversando com Anderson Felipe da Silva, que está cursando a Segunda Série e está começando a ler e entender as palavras. E então veio a idéia de fazer um texto com ele; ele foi dizendo o que achou da viagem que para conhecer a Feira Bienal Internacional do Livro, no Recife. Eu disse a ele que ia colocar na nossa página. Ele concordou.

MINHA VIAGEM À BIENAL DO LIVRO
Anderson Felipe da Silva.
Foi boa a viagem para o Recife e gostei de ver os livros e ver a família do Fon-fon e ganhei livros deles. Gostei também da presença dos livros.
Eu saí do Ponto de Cultura Estrela de Ouro de Aliança, antes do meio dia. No carro estavam as professoras Daniela, Érica e Wanessa. Comigo foram Tico, Lidiane, Adriano, minha irmã Juliana. No caminho para o Recife eu vi as cidades de Tracunhaém, Carpina, Paudalho e São Lourenço da Mata. Gostei de ver o Mirabilândia e muitos livros. Tinha muito materiais – cadernos, borrachas, brinquedos, jogos e mulheres contando histórias. Eu gostei da história do Papa Figo. Vi o cinema com a professora Daniele e gostei.

postado por Biu Vicente

Novas brincadeiras


2011
08.28

Novas Brincadeiras
Manuela Guedes

Continuando nossa conversa, quero lembrar que continuamos a brincar.
No encontro seguinte continuamos a conversar sobre o Folclore, dissemos que o pernambucano gosta na sua particulalaridade e de lugares que predominam manifestações culturais como frevo e maracatu, no Recife; de ciranda no litoral; de lendas populares e maracatu rural na Zona da Mata; de banda de pífanos e quadrilha matuta em Caruaru; das carrancas do São Francisco e do artesanato em Tracunhaém; das vaquejas de Surubim e Vitória de Santo Antão; de baião e xaxado no Sertão do Araripe; de poesia popular e Literatura de Cordel em Sertânia, Afogados da Ingazeira, São José do Egito; de coco em Arcoverde. Pernambuco encontra essa diversidade em suas raízes. E por isso no dia 22 de agosto, comemoramos e festejamos essa cultura tradicional, formada e influênciada por europeus, por africanos e povos indígenas primeiros habitantes do Brasil.
Depois dessa viagem sobre a nossa cultural, demos continuidade às atividades artisticas e educativas. Vamos brincar de escrever?
Quando falo brincar de escrever, não quero impor obrigação e sim liberdade. Mas você me pergunta: podemos brincar de escrever? Sim, várias brincadeiras podem estimular o pensar e a escrita, e tudo fica mais divertido. Quem já não brincou de advinhar nome, objeto e fruta? jogo de palavras? Podemos usar a escrita para sentirmo-nos felizes e expressar o que sentimos.
Mas desta vez fizemos diferentes, criamos outra brincadeira de acordo com uma data comemorativa que todas as crianças, jovens e adultos gostam e se sentem crianças quando pode comemorar essa data. Escrevemos cartas.
As escritas dessas cartas levam a fundamentos importantes que estimulam a expressão do eu. Sem tema para seguir e determinação de quantidade de linhas, os jovens soltaram a imaginação e começaram a escrever, cada uma, a sua carta, com um propósito: após o término, colocá-las dentro de uma linda caixa colorida confeccionadas por elas, e essas cartas ficarão mantidas em segredo até o dia Das Crianças, e faremos uma grande surprêsa.
O objetivo dessa atividade é estimular os jovens a pensarem e a escrever, mas esses estímulos ele tem que vir acompanhado de um certo incentivo final dessa atividade e o que eles receberão por isso, prêmios.
A brincadeira de escrever nomes levou aos enfeites das cartas, as quais teviram direito a um lindo envelope colorido. As jovens também tiveram a preocupação no cuidar dessas cartas, com uma caixa de papelão, elas enfeitaram, deram cor e brilho. As cartas ficarão guardadas até o mês de outubro.
Concluíndo a brincadeira de dar cor a uma caixa de papelão, fomos fazer outro fantoche, só que dessa vez foi saco de papel, tema livre, fizeram: onça, tigre, professor Biu Vicente. A criação do fantoche ficaram por conta dessas Jovens. Detalhe, fizeram até um bolsinho da camisa do professor.

uma conversa sobre Cavalo Marinho


2011
08.14

 

Uma conversa sobre Cavalo Marinho 1

Professor Severino Vicente da Silva

Na semana passada, dia 6 de agosto, nós brincamos de aprender e a dançar alguns passos do Cavalo Marinho. Parece que essa dança foi criada nessa região onde se encontram os estados de Pernambuco e Paraíba. No tempo do Mestre Batista, aqui no Sítio Chã de Camará sempre teve a brincadeira do Cavalo Marinho. Quase todos os mestres que atualmente tem grupo de Cavalo Marinho aprenderam a brincar aqui no Sítio.

O Mestre Mariano Teles aprendeu a dançar e sabe tudo de Cavalo Marinho está vindo nos ensinar a dançar o Cavalo Marinho.

Para dançar o Cavalo Marinho é preciso ter um BANCO, ou seja, um tocador de BAJE, um tocador de PANDEIRO, um tocador de MINEIRO; um tocador de RABECA. E também é preciso que eles saibam cantar as modas e cantigas que acompanham a dança do CAVALO MARINHO.

A brincadeira do Cavalo Marinho começou a ser brincada a uns cento e trinta nos, lá pelo tempo em que estava acabando a escravidão. Essa brincadeira é uma espécie de teatro que representa a organização de uma festa na propriedade do Capitão Marinho, um homem rico que foi viajar e deixou o seu empregado de nome MATEUS e ele assume a responsabilidade de organizar uma festa, a pedido do capitão. Mateus tem um Pareia, ou seja, um amigo, conhecido como BASTIÃO e com ele começa a organizar a festa.

Oficina Cavalo Marinho

Mestre Mariano

Todo Cavalo Marinho tem um MESTRE que orienta a dança com  o seu apito.

O Cavalo Marinho começa com a dança do MERGULHÃO ou MARGUIO.  O Mestre Mariano ensinou a gente a dançar o MARGUIO. E também ensinou a DANÇA DOS ARCOS DE SÃO GONÇALO.

São Gonçalo viveu em Portugal a mais de oitocentos anos e inventou uma dança que chegou ao Brasil com os primeiros portugueses. Era uma dança que podia durar mais de um dia. Para dançar se forma duas filas ou cordões de pessoas. No Cavalo Marinho, cada pessoa da fila segura um arco e se faz muitas evoluções e fica muito bonita a dança. Enquanto as pessoas dançam, o banco toca e canta uns versos que pede a São Gonçalo para conseguir casamento. A Dança de São Gonçalo acontecia nas igrejas, mas desde 1817 começou a ser proibida. O povo pobre continuou dançando e, aqui na Zona da Mata Norte, arranjou um jeito de louvar São Gonçalo nas festas do Cavalo Marinho.

25 de junho – recriando a alegria das tradições


2011
06.28

 

Vem se tornando uma tradição na Chã de Camará, espaço geográfico onde está posto o Ponto de Leitura e, nele, o Projeto Leitura no Ponto, a festa neste mês de junho. Como faz parte do Ponto de Cultura Maracatu Estrela de Ouro de Aliança, a festa que fazemos aqui é uma atualização das festas que eram organizadas pelo MESTRE BATISTA, fundador do Maracatu Estrela de Ouro de Aliança, organizador de Cavalo Marinho que tinha Biu Roque, Biu Alexandre, Luiz Paixão, Zé Duda, Mané Salustiano e outros que ali aprenderam os segredos da cultura da Mata Norte.fazendo amizade com o livro

As festas são a manutenção da Chã de Camará como Ponto de Cultura em funcionamento desde os anos cinqüenta. A novidade é que agora é, faz dois anos, um PONTO DE LEITURA, com a Biblioteca Mestre Batista que, entre março de 2010 e abril de 2011, emprestou 273 livros a mais de cinqüenta leitores inscritos. E a maior parte desses leitores está na faixa dos cinco aos 16 anos de idade, todos moradores das cercanias.

na direção da panela

Neste mês de junho repetimos a construção e queima de uma fogueira, acompanhada da dança de quadrilha, quebra panela, pescarias, correrias, liberdade de movimentos, queima de fogos de artifícios e o desafio de um pau-de-sebo. E canjica, pé-de-moleque, cocada, milho cozinhado, mungunzá. Isso foi possível com a criatividade das jovens (Daniele, Érica, Josilene, Manuela, Wanessa) e dos jovens (Ederlan, Rogério) educadores que a cada sábado acompanham as quatro dezenas de crianças e jovens que freqüentam a nossa Escola Maria Sebastiana da Silva. E teve a participação do Mestre Pai Mário, que é o Rei do Maracatu; de Mestre Luiz Caboclo e do Mestre Biu Do Coco. E também os pais e mães das crianças e jovens.

A festa aconteceu no dia 25 de junho, começou logo depois do almoço e foi até depois do por do sol.

 

Textos e fotos de Biu Vicente

Um sábado de Adriano


2011
04.02

  

  Bem, meu nome é Adriano estudo no Projeto Leitura no ponto que se localiza no ponto de cultura Estrela de Ouro (sede do Maracatu Estrela de Ouro de Aliança). Hoje continuamos uma atividade anterior que trata  do amor e seus tipos, vimos tudo sobre o amor ,vimos  um filme que fala do amor lúdico, o amor de amizade  de dois seres, sejam eles humanos ou animais.

   Enquanto nossos sabados estiver bem acompanhado com esse projeto estaremos sempre alegres, aprendemos que há vários tipos de amor: amor Eros, amor Agape, amor Lúdico, amor Dependência,e amor Pragma. Todos são diferentes. Cada um deles  tem um significado diferente, o amor Eros fala sobre o amor verdadeiro; o Agape fala sobre o amor cristão, o amor pela patria e etc. O amor Ludico fala sobre jogos amorosos, amor Dependência, fala sobre o ciume de um casal, o amor Pragma , fala sobre o amor só por interesse. 

  Tento fazer as coisas do meu jeito sempre atraindo o jeito e o foco das poesias nas atividades do Ponto de Leitura; quando pensamos dizer em frases as coisas mais interresantes da vida   sempre tentamos ensiná-las na poesia. Eu não ensino, ensino só aqueles  menores que eu,  que querem aprender. Logo eu, que não ligava para o que é cultura acabei aprendendo a fazer uma coisa comsiderada cultural.  

Bem se você quiser saber mais alguma coisa de poesias minhas acesse o site adansanmlet.blogspot.com , esse é o meu blog de poesias  veja . E em breve verá  tambem meu blog de música .  tchau…

Capacitação em contação de histórias


2011
03.19

Nosso projeto Leitura no Ponto pretende alcançar vários objetivos secundários em torno de seu objetivo principal que é formar leitores aqui, na borda dos canaviais de Aliança, no entroncamento que leva a Upatininga. A formação de leitores está relacionada a idéias muito comuns, tradicionais, como a arte de saber conversar, a arte de contar histórias, a arte de ouvir com atenção aquilo que nos é dito.

O que é um livro senão uma história que vem sendo contada desde que foi pensada e depois escrita? Ficar com um livro na não é ficar com um contador de história junto da gente, é conversar e acompanhar e imaginar os pensamentos, os personagens que o autor inventou.

 Mas a leitura é um hábito que se aprende desde a infância, quando a gente tem a oportunidade de ver quando uma pessoa mais velha toma um livro na mão; quando isso acontece, ela desvenda os mistérios ali para uma criança que crescerá. Haverá um momento que a criança compreenderá que os sonhos e realidades podem ser organizados em palavras e que as palavras fazem surgir novos sonhos e realidades.

Mas é difícil tornar a leitura um hábito para crianças cujos pais não tiveram a oportunidade de ir a escolas? Como fazer a criança experimentar a alegria da leitura e do estudo quando estão acostumadas ouvir : “se não se comportar vai estudar”. O livro passa a ser um inimigo a ser evitado.

Nossos encontros com livros e alegrias têm trazido bons resultados, pois terminamos o ano com 40 freqüentadores de nossos sábados e iniciamos este ano de 2011 com 40, mas vieram outros com promessa de serem freqüentadores após o carnaval, assim disseram suas mães. Mas como atender esse interesse? Como nos tornarmos melhores?

Pensando nisso, neste mês de fevereiro tivemos quatro sessões de estudos para melhorar a nossa atuação na Arte de Contar histórias. A educadora e profissional de técnicas de informação, Andréa Batista, que nos auxiliou a organizar a Biblioteca Mestre Batista, do Ponto de Cultura Estrela de Ouro de Aliança, esteve com Daniele Maria, Érica Fernandes, Wanessa Santos, Rogério, Manuela Guedes e Amélia Patrícia para transmitir parte de seus conhecimentos nessa bela arte. Assim nos capacitamos para sermos melhores educadoras, pois entendemos que todos os moradores na Zona da Mata Norte, precisam ser, cada vez mais, melhores para servir as crianças da Chã de Camará e sua vizinhança.

O Natal do Saci Noel


2010
12.20

 Severino Vicente da Silva

Sai Pererê ou Papai Noel

No escrito anterior fiz um pequeno relatório das atividades do Ponto de Leitura e parece que vivemos de festa. É que sempre é festa nos sábado à tarde com as crianças e com os rapazes e moças que chegam para ficarem três horas juntos, de acordo com sua idade e interesse.  São atividades simples, quase sempre em torno de um livro, uma idéia, um comportamento.

 

Vendo, ouvindo e aprendendo canções

Os menores gostam de ver desenhos e de fazer desenhos. Na verdade, todos gostam de ver desenhos, ouvir músicas, cantigas de roda, repeti-las e aprendê-las. Os meninos são mais ativos, corredores, sempre querendo uma atividade que os ponha a alcançar uma bola e mostrar a destreza de seus pés e pernas. Mas eles também ficam quietos quando a história lhes interessa, quando há uma ligação com a sua vida. As cantigas e os livros sempre possuem alguma relação com o dia a dia, afinal é da atividade comum, rotineira, de onde e aonde se faz a beleza da arte, parte da beleza da vida;

Para concluir o ano fizemos mais uma festa, pensada desde algum tempo. Com os rapazes e moças ocorreu a preparação. Teremos Papai Noel ou o Saci Pererê entregando presentes? E teremos presentes, de onde virão? Essa não foi uma preocupação deles.

Mas as meninas-moça e os rapazes resolveram que poderiam cantar uma canção de Natal. Fariam um coral. É que já estão pensando em, no próximo ano formar um grupo de danças culturais, esse que acostumaram de chamar folclórico. Quem formar um grupo que cante Coco e Ciranda. Ederlan disse que iria orientar essa parte. Mas por hora eles e elas preparam um coral para festa de natal.

Os presentes foram embrulhados no Pontão Canavial para tudo está pronto no dia 18.  Um dia que começou cedo para Rogério na limpeza do terreiro, e que teve a ajuda de Edilson nos intervalos que ele encontrava enquanto bordava mais uma gola de caboclo. Enquanto isso Érica e Daniele estavam no interior da casa fazendo os salgadinhos, na cozinha que foi montada este ano. 

 Ainda não era uma hora da tarde, e os senhores e senhoras donos da festa começaram chegar e a ocupar os espaços. Sentaram-se para ouvir canções, outros ocuparam os computadores e ajudaram a organizar a mesa. Ao lado do Ponto de Cultura, Pai Mário trabalhava na organização do louvor que será dedicado a Iemanjá, no Centro Nossa Senhora da Conceição.

Faz-se o tapete no terreiro e vamos contar a história do Papai Noel para olhos, ouvidos, e almas atentas. E vem o Bingo da Amizade, que é o sorteio dos amigos presentes, sendo que a cartela é formada por cada um dos participantes que ali escreve o nome de seus amigos. Ganha o prêmio o quem primeiro completar a cartela. O prêmio é dividido com os amigos. Depois as meninas-moça cantaram a sua canção, superando a timidez. Os rapazes não subiram ao palco.  E então veio o Saci com a carapuça confundida com o gorro de Papai Noel. A carapuça passou de cabeça em cabeça e cada um entregou o presente para o outro.

 Foi assim que os peraltas Sacis da Chã de Camará tornaram-se Papai Noel. Celebramos assim, a festa do Menino Jesus, a tradição do Norte da Europa e as Matas do Norte de Pernambuco.

Feliz Natal para todos.